O Grêmio derrotou o Confiança por 2 a 0 no jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil e saiu com uma vantagem construída mais pela organização do que por brilho individual. Gabriel Mec foi o nome da partida: jovem, bem posicionado, entregou dinamismo ao meio-campo e ajudou a dar mais critérios nas transições ofensivas. Sua presença à frente dos volantes equilibrou a equipe e justificou a escolha do técnico.

A defesa teve atuação tranquila: a dupla central ocupou espaços com calma e permitiu que a linha defensiva administrasse a partida sem sustos. Gustavo Martins, em especial, confirmou a solidez esperada ao ocupar os espaços e não comprometer. No entanto, o setor ofensivo mostrou falhas no acabamento. Pavon repetiu erro ao priorizar cruzamentos e finalizações imprecisas, e o time deixou de transformar domínio em gols com mais antecedência.

As substituições e o ajuste tático no intervalo fizeram diferença. Colocar Mec mais adiantado e adiantar a pressão ajudaram a criar desordem no adversário; a entrada de Braithwaite, feita cedo, acrescentou presença na área e participação direta nas jogadas de gol. Um desvio de Carlos Vinicius resultou em um dos tentos, e, no fim, um belo chute de fora da área fechou o placar — movimento que encerrou a partida com mais autoridade do que se viu na maior parte do tempo.

No saldo, vitória com lampejos positivos e ainda pontos a corrigir. O Grêmio construiu vantagem importante para o jogo de volta, mas precisa melhorar o acabamento e a capacidade de quebrar linhas com mais objetividade. A próxima partida definirá se o time consegue transformar controle e posse em eficiência ofensiva consistente.