O Grêmio reagiu às declarações do presidente do Vitória, Fábio Mota, sobre uma suposta dívida de US$ 2,5 milhões relacionada ao zagueiro Wagner Leonardo. O clube gaúcho admite a existência de débito, mas diz que o valor real é pouco superior a US$ 1 milhão e nega ter sido citado em qualquer processo judicial a respeito.
Fontes e documentos apurados pelo clube indicam que parte da operação foi antecipada por um fundo de investimentos, o que teria feito com que o Vitória já tivesse recebido parcela significativa do montante. Ainda assim, houve tentativa de acordo: o Grêmio relata que ofereceu a volta do jogador mais um valor para encerrar o caso, mas o rival pediu garantia bancária e depois recuou, segundo a versão gremista.
O Tricolor também contestou a afirmação de que não havia dirigentes no Barradão: estiveram presentes o vice de futebol Rafael Lima e o executivo Paulo Pelaipe. Wagner Leonardo, contratado no início de 2025 por US$ 4,5 milhões, ficou no banco na derrota por 1 a 0 que mantém o time na proximidade da zona de rebaixamento.
Além do desgaste esportivo, a disputa expõe fragilidades na comunicação entre clubes e na gestão de transferências. O Grêmio aponta a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) como foro adequado e afirma não constar na lista de débitos apresentada no pedido de plano coletivo. Resta acompanhar se o impasse evolui para uma disputa formal ou se haverá acerto nos próximos dias, enquanto o time precisa de estabilidade dentro de campo.