O Grêmio foi derrotado pelo Bolívar por 1 a 0, na Arena, e ficou fora da Sul-Americana já na fase de repescagem. A queda, confirmada nesta quinta-feira, marca a quinta eliminação consecutiva do clube em mata-matas de competições organizadas pela Conmebol desde 2021, e representa um revés contundente diante de sua torcida. Para o Bolívar, foi histórico: o clube boliviano eliminou um adversário brasileiro em disputa eliminatória continental pela primeira vez.
O jejum gaúcho em fases de mata-mata vem se acumulando. Em 2023 o Grêmio caiu nos playoffs para o Alianza Lima; em 2024 foi eliminado pelo Fluminense nas oitavas da Libertadores, nos pênaltis, após uma fase de grupos em que o time passou com dificuldades. A última vez que o Tricolor avançou em chave eliminatória continental foi em 2021, quando bateu o Ayacucho e foi barrado na sequência pelo Independiente del Valle.
A sequência negativa projeta consequências imediatas. Com a eliminação em solo continental, o calendário não dá trégua: o Grêmio volta a campo já no fim de semana, e terá outro mata-mata pela frente — as duas partidas contra o Mirassol, pelas oitavas da Copa do Brasil, domingo e quarta-feira. O resultado agrava a pressão sobre elenco, comissão técnica e diretoria, que terão de mostrar respostas rápidas para evitar desgaste maior ao longo da temporada.
Além do aspecto esportivo, a eliminação reabre questões institucionais e financeiras: campanhas em torneios continentais carregam visibilidade e receitas que o clube agora deixará de disputar. No curto prazo, resta ao Grêmio recompor o foco interno e buscar ajustes para não ver o atual momento se transformar em crise prolongada dentro e fora de campo.