No empate por 1 a 1 com o Mirassol, pelo jogo de ida das oitavas da Copa do Brasil, o Grêmio mostrou duas faces: segurança defensiva em blocos e insuficiência criativa no ataque. O zagueiro foi apontado como a melhor presença do time, enquanto um volante acabou com a pior avaliação após atuação discreta e falhas de marcação.
Na defesa o destaque foi claro: cortes e coberturas consistentes que afastaram risco em boa parte do jogo. O gol sofrido nasceu de uma falha de recomposição, e o autor do tento mirassolense foi Bruno Santos. Apesar disso, o sistema defensivo resistiu e teve no zagueiro a melhor notícia da noite, com intervenções seguras e posicionamento correto.
No campo ofensivo, o Grêmio teve lampejos. Amuzu recebeu assistência e marcou o gol do clube após uma boa trama coletiva; antes disso, um jogador havia mostrado pouco brilho até dar a assistência. Houve chance isolada que parou em grande defesa do goleiro Walter. Por outro lado, a ligação entre setores foi fraca: um dos volantes, reconhecido pela intensidade, não apareceu o suficiente na frente, e outro recebeu a pior nota pela lentidão e pela pouca contribuição ofensiva. Um cartão amarelo por discussão com Reinaldo também marcou a noite.
As substituições não surtiram o efeito ofensivo desejado, e o empate deixa claro que o Grêmio precisa ajustar movimentação e criatividade para a volta. O resultado mantém a eliminatória aberta, mas expõe fragilidades que exigem correção rápida se o time quiser avançar sem depender de resultados fora de padrão.