O Grêmio saiu de Belém com um empate que pesa muito mais do que um ponto. Depois do gol de Kannemann ainda no primeiro tempo, a equipe segurou a vantagem até os minutos finais, mas voltou a falhar nas oportunidades que tivera: Enamorado, protagonista negativo da noite, errou chances claras e viu o empate do Remo decretar o 1 a 1.
A leitura tática amplia a preocupação. Renato manteve o sistema com três volantes, limando a presença de jogadores de criação mais incisivos e deixando Braithwaite como principal alternativa ofensiva; ele foi mais participativo, mas os pontas não conseguiram oferecer opções de qualidade. Carlos Vinicius voltou a ficar isolado, Krovinovic segue no banco pelo segundo jogo seguido, e as mexidas do banco não produziram o impacto necessário.
O resultado soa ainda mais alarmante pelo adversário: o Remo ocupa posição muito baixa na tabela, e desperdiçar pontos contra vice-lanterna aproxima o Grêmio do risco real de queda. Faltando nove rodadas, a margem de erro é mínima. Se a equipe não reagir no clássico Gre-Nal, a ameaça do rebaixamento deixará de ser apenas hipótese e passará a comandar a agenda do clube.
Renato, treinador com histórico, não tem varinha mágica: precisa ajustar o desenho para recuperar presença ofensiva e tirar mais do elenco disponível, sob pena de ver a pressão institucional e da torcida crescer. A responsabilidade agora é prática e imediata: converter chances, revisar o plano tático e somar pontos que, até aqui, têm fugido nos momentos decisivos.