No Beira-Rio, o clássico não saiu do zero: 0 a 0 que ficou mais marcado pelas ruas em chamas do que pelo futebol. O Grêmio começou melhor, com trocas de passes objetivas e Krovinovic funcionando como motor do meio-campo, dando a impressão de superioridade inicial. Essa produção, porém, foi efêmera.

A equipe de Luís Castro não conseguiu converter posse em chances claras. Na melhor oportunidade, Mercado salvou o Inter ao desarmar Carlos Vinicius na entrada da área. O próprio centroavante gremista, mais envolvido em reclamações do que em jogo, recebeu amarelo e protagonizou um lance que quebrou o ritmo da partida, chegando a beirar a expulsão ao atingir Bruno Gomes.

No segundo tempo o Inter equilibrou as ações e virou a vantagem nas finalizações — 12 a 10 ao final — sem, no entanto, transformar superioridade em perigos constantes. Krovinovic ainda acertou um bom chute de fora da área defendido por Matheus Cunha, mas o Grêmio pouco mais ameaçou; Weverton teve atuação tranquila, sem defesas decisivas, reflexo do baixo nível ofensivo dos dois lados.

O resultado deixa a decisão aberta para a Arena: o mando de campo dá ao Grêmio vantagem pequena e circunstancial, mas também o obriga a propor o jogo numa fase em que eficiência ofensiva é escassa. Se no Beira-Rio o time foi fogo de palha, na próxima quinta a resposta precisa ser prática — transformar volume em objetividade — sob risco de ver a comparação entre as equipes virar simples questão de quem for menos errático.