Na altitude, o Grêmio saiu atrás do objetivo: perdeu por 3 a 2 para o Bolívar no jogo de ida das oitavas da Copa Sul‑Americana. A derrota expôs mais uma vez uma defesa desorganizada, com erros nas coberturas e nas disputas aéreas que abriram caminho para os gols bolivianos. No fim, o saldo foi de uma equipe que não conseguiu estabilizar o jogo nem reagir com eficiência fora de casa.
O desempenho coletivo sofreu com falhas individuais que pesaram. O goleiro fez defesas importantes ao longo da partida, mas não evitou os três gols sofridos em lances em que a defesa foi superada com facilidade — especialmente no segundo gol, quando a bola não foi afastada. A instabilidade defensiva voltou a ser o principal problema do time na noite.
No ataque, houve lampejos: um dos atacantes foi o jogador mais perigoso, com duas finalizações de perigo e um gol, e outro recebeu na área para anotar o primeiro tento do Grêmio. Mas a produção ofensiva foi irregular; vários jogadores erraram passes simples em saídas e finalizações claras foram desperdiçadas quando havia chance de empatar. Pavon teve a pior avaliação da equipe, com participação apagada e erros em momentos decisivos.
Do banco, a substituição de Luís Castro pelo auxiliar Vitor Severino não mudou o rumo da partida. Como já observado pela equipe técnica, o resultado não se resume a uma decisão de comando naquele momento: trata‑se de falhas estruturais que exigem correção rápida para o jogo de volta. A combinação de pressão ofensiva ineficaz e fragilidade defensiva complica a missão gaúcha na sequência da Sul‑Americana.
Em meio ao cenário, o clube anunciou a contratação de um atacante de Cabo Verde que disputou a Copa do Mundo — movimento que pode ser lido como tentativa de reforçar o setor ofensivo antes da definição da vaga. Resta ao Grêmio ajustar marcação, dar mais consistência ao meio‑campo e recuperar confiança na defesa para tentar reverter o placar na partida de volta.