O Grêmio voltou a perder e segue em estado crítico. A derrota por 3 a 2 para o Botafogo, em jogo atrasado da 21ª rodada no Nilton Santos, deixou claro que o clube apenas abriu os olhos diante do risco real de queda — a chamada “Operação Renato” começa com pouco tempo e alta urgência.
Felipão, interino, mexeu no posicionamento do meio-campo sem alterar nomes: colocou Noriega ao lado de Villasanti (que foi para a esquerda) e liberou Krovinovic para atuar mais centralizado. No primeiro tempo o time teve mais posse e jogadas, mas dois desperdícios de Jovane Cabral e uma atuação pouco convincente do atacante limitaram o ganho.
Na volta do intervalo o Grêmio desmoronou e cedeu a vitória. Substituições como Enamorado e Braithwaite não surtiram efeito prático, embora Tetê tenha ajudado no cruzamento que originou o gol de Gustavo Martins. Um lance polêmico também marcou a partida: o gol de Carlos Vinicius foi anulado pelo semiautomático por toque de ombro.
Renato Portaluppi, que esteve no banco ao lado de Felipão, assume oficialmente nesta quinta-feira com um cenário adverso: time sem padrão tático definido, individualidades em baixa, pouca confiança e janela de transferências já fechada. O clube tem 28 pontos e figura na zona de rebaixamento.
Para atingir a projeção de 45 pontos, o Grêmio precisa somar 17 dos 33 restantes — aproveitamento superior ao registrado sob Luís Castro (média de 47%). O diagnóstico é claro: recuperação exige intervenções rápidas e cirúrgicas. A performance em campo mostrou vontade, mas não corrigiu falhas estruturais; a pressão agora é por resultados concretos.