O Grêmio saiu do Nilton Santos ressentido após a derrota por 3 a 2 para o Botafogo, em lance que voltou a colocar a arbitragem e a tecnologia no centro da discussão. Aos 45 minutos do segundo tempo, Carlos Vinicius marcou o que seria o empate, mas o gol foi anulado após revisão do VAR com base no impedimento semiautomático.

Em entrevista, o vice de futebol Rafael Lima afirmou que as imagens não apontaram com clareza a irregularidade e classificou o episódio como, no mínimo, inconclusivo. Ele disse ainda que a sensação é de um padrão: casos em que o Grêmio teria sido prejudicado por decisões da arbitragem, mesmo quando a CBF posteriormente reconheceu equívocos em partidas anteriores.

O clube citou episódios recentes — incluindo decisões reconhecidas pela Ouvidoria da CBF em outros jogos — para sustentar a tese de prejuízo sistemático. A reclamação pública ganha peso porque o pontos deixados de somar mantêm o time próximo da zona de rebaixamento, situação que aumenta a pressão interna e externa sobre elenco e diretoria.

A polêmica reacende o debate sobre protocolos e transparência no uso do impedimento semiautomático: além da contestação jurídica e esportiva, há impacto prático na tabela e no calendário. Para o Grêmio, a cobrança agora é por igualdade de tratamento e por respostas que vão além de reconhecimentos posteriores, já que resultados em campo não podem ser revertidos.