O Grêmio sofreu neste domingo sua maior derrota sob o comando de Luís Castro: 3 a 0 para o Atlético-MG, na Arena MRV. Ao fim da partida, a torcida do Galo entoou o tradicional 'olé', gesto que simbolizou a superioridade do mandante e a incapacidade do Tricolor de impor jogo em momentos decisivos.

É a maior diferença sofrida pelo clube no ano; até então o placar mais elástico havia sido o 4 a 2 no Gre-Nal da primeira fase do Gauchão, em janeiro. No Brasileirão, o time gaúcho ainda não venceu fora de casa. A campanha da temporada acumula 14 derrotas em 45 jogos, com 17 vitórias e 14 empates — e resultados como 3 a 1 para o Corinthians e 3 a 2 para o Bolívar (em La Paz) já haviam sinalizado fragilidades em confrontos de maior pressão.

Horas antes do jogo, o executivo Paulo Pelaipe havia reafirmado a confiança na equipe técnica e defendido uma 'mudança de cultura' no clube. A larga derrota em Belo Horizonte, porém, amplia o desgaste sobre Luís Castro e levanta dúvidas sobre se a estratégia de preservação do treinador é sustentável diante de resultados que corroem a paciência da torcida e a credibilidade da direção.

No plano prático, o revés escancara a necessidade de ajustes táticos e de atitude, especialmente em partidas fora de casa. Mais do que perder pontos, o Grêmio perde autoridade em campo: a diretoria terá de decidir se mantém a aposta no projeto de médio prazo ou se adota medidas imediatas para evitar que o desgaste se torne uma crise mais ampla dentro do clube.