O Grêmio perdeu por 3 a 2 para o Bolívar, em La Paz, no jogo de ida do playoff da Copa Sul-Americana, mas mantém a eliminatória em aberto: na próxima quinta-feira, na Arena, precisa devolver um gol para levar a vaga aos pênaltis ou vencer por dois para avançar direto. O resultado deixa o clube com margem curta e obriga uma abordagem mais assertiva em Porto Alegre.

O auxiliar Vitor Severino, que comandou a equipe na ausência de Luís Castro por orientação médica, valorizou a atitude do time e disse que o clube cumpriu o plano traçado para minimizar os efeitos da altitude. Ainda assim, Severino admitiu insatisfação com o placar e ressaltou que a eliminatória está apenas no intervalo, prometendo outra postura tática na Arena.

A estratégia de chegar ao local horas antes do jogo teve efeito limitado: o desgaste físico ficou evidente ao longo da partida e exigiu substituições no intervalo. O episódio expõe a dificuldade de neutralizar a perda de rendimento diante da altitude de 3.650 metros e levanta dúvidas sobre as alternativas de preparação e gerenciamento do elenco em confrontos nessas condições.

Além da Sul-Americana, o Grêmio vira a chave para o Brasileirão: no domingo enfrenta o Fluminense na Arena, em um momento de pressão — o time está apenas um ponto acima da zona de rebaixamento. A sequência deixa o clube entre a necessidade de recuperação imediata no campeonato nacional e a busca por um resultado que mantenha vivo o sonho continental.