O Grupo F — formado por Holanda, Japão, Suécia e Tunísia — entrou no radar da seleção brasileira. Pelo chaveamento do Mundial, o adversário da seleção na segunda fase sairá dos primeiros dois colocados desta chave. Isso transforma a disputa no Grupo C em jogo estratégico: terminar em primeiro ou segundo pode levar o Brasil a um confronto direto com uma das seleções europeias ou asiáticas mais consistentes.
A Holanda chega como favorita técnica. Sem título mundial, a Laranja Mecânica reúne talentos de clubes de ponta — Van Dijk, Frenkie de Jong, Cody Gakpo e Nathan Aké estão entre os nomes citados — e é comandada por Ronaldo Koeman, que promove uma equipe equilibrada entre defesa e construção. O elenco tem experiência em grandes torneios e, em 2024, foi semifinalista da Eurocopa, o que reforça o sinal de alerta.
O Japão aparece fortalecido após vitórias em amistosos contra Brasil e Inglaterra, resultado que pesa no psicológico e no planejamento tático dos adversários. Com meio-campistas de Premier League e La Liga como Wataru Endo e Takefusa Kubo, os Samurais Azuis mantêm uma identidade complicada de neutralizar. A Suécia, que garantiu vaga via repescagem, traz ofensiva afiada com nomes como Isak e Gyökeres, e não deve ser subestimada.
A Tunísia, por sua vez, busca histórico: avançar pela primeira vez à fase mata-mata. Embora menos estrelada, tem rendimento sólido nas Eliminatórias e novo comando técnico. No conjunto, o Grupo F impõe um quadro em que qualquer relaxamento do Brasil no começo do torneio pode resultar em um adversário duríssimo já na segunda fase — cenário que exige plantel, leitura tática e, sobretudo, atenção ao chaveamento desde a fase de grupos.