Rafael Guanaes deixou claro o descontentamento com critérios da arbitragem após o empate por 1 a 1 entre Mirassol e Santos na Vila Belmiro. O técnico contestou a expulsão de Wallisson e classificou como tendenciosa a condução da árbitra Edina Alves Batista em alguns lances, especialmente após revisão no VAR.

O treinador reclamou que a equipe de vídeo não corrigiu o que ele entende ser um erro e apontou que decisões tomadas a partir do monitor precisam reduzir equívocos, não mantê-los. Ainda assim, Guanaes foi enfático ao não transferir ao apito a responsabilidade pelo placar: com as duas equipes em igualdade numérica, ele avaliou que o Santos estava superior.

Além das críticas à arbitragem, o técnico justificou a escolha pelo sistema com três zagueiros como tentativa de criar superioridade já na saída de bola, enfrentando a pressão de Neymar e Gabriel. Reconheceu, porém, que a construção ofensiva do Mirassol caiu de rendimento no segundo tempo e que o time não produziu o suficiente na frente.

Com um jogador a menos, o Leão soube resistir à pressão santista e garantir um ponto que Guanaes considera relevante num confronto direto contra o rebaixamento. A leitura técnica do treinador valorizou a capacidade de 'sofrer bem' e a consistência defensiva após a expulsão, sem, no entanto, deixar de cobrar melhor desempenho ofensivo.

Eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores, o Mirassol agora concentra esforços exclusivamente no Campeonato Brasileiro. Para Guanaes, o empate fora é combustível para a fase de disputa contra o rebaixamento e dará ao time a semana inteira para recuperar peças e ajustar mecanismos que ficaram abaixo do esperado.