Pep Guardiola confirmou neste domingo que deixa o comando do Manchester City ao fim de sua última partida no Etihad Stadium, uma derrota por 2 a 1 para o Aston Villa. O técnico afirmou que escolher sair agora foi a decisão certa para ele e para o clube, apesar de ainda ter um ano de contrato, e agradeceu ao City por respeitar sua opção de antecipar a despedida.
Em dez temporadas no clube, Guardiola conquistou 20 títulos — entre eles seis edições do Campeonato Inglês e a Liga dos Campeões de 2022/23 — e transformou o City na principal força do futebol inglês. O treinador admitiu cansaço após anos de dedicação intensa e disse acreditar ter entregue tudo o que podia ao projeto.
A reação da torcida foi de celebração: muitos torcedores permaneceram no gramado ao fim do jogo para homenagear o treinador, e o estádio registrou seu maior público, com 60.332 presentes. O clube também inaugurou o setor 'Pep Guardiola Stand' como tributo. Na mesma despedida, o meia Bernardo Silva e o zagueiro John Stones, companheiros de longa data do técnico, também se despediram.
A saída de Guardiola encerra uma era de resultados e eleva o desafio institucional para o Manchester City. Substituí-lo implicará não só escolha técnica, mas também risco reputacional e econômico: a expectativa por manter padrão de vitórias e identidade de jogo pressiona diretoria e elenco. A reformulação do estádio e a homenagem pública reforçam o legado, mas deixam claro que o próximo ciclo começará com alta cobrança.