Na véspera do jogo que marca sua despedida do Manchester City, Pep Guardiola reafirmou o fim de um ciclo que durou dez temporadas e rendeu 20 títulos ao clube. O técnico, que antecipou a saída antes do término do contrato, se despede sem a conquista da Premier League nesta campanha, mas consolidado como figura central na história recente do clube.

Em sua última coletiva no Etihad, Guardiola dirigiu-se diretamente ao futuro treinador: copie nada, seja você mesmo. Para ele, tentar reproduzir um modelo já estabelecido não funciona; o caminho passa por imprimir identidade e naturalidade. O espanhol também garantiu que o clube apoiará incondicionalmente a nova comissão técnica — a imprensa inglesa aponta Enzo Maresca como favorito para assumir.

O legado de Guardiola deixa ao sucessor tanto uma vitrine de troféus quanto um padrão de exigência que será difícil de igualar. A mensagem do treinador destaca um dilema prático: manter a continuidade dos resultados sem transformar o trabalho em mera reprodução de fórmulas. Cabe ao City agora equilibrar confiança institucional e espaço para que o novo técnico construa seu próprio projeto.

Sobre o futuro pessoal, Guardiola afirmou não ter planos imediatos e pretende repetir um período sabático, como fez após sair do Barcelona em 2012/13, para recuperar tempo com os filhos e «não pensar em futebol». Sem esconder a emoção, ele disse que vai sentir falta do clube, da imprensa local e até da chuva de Manchester — e não descartou um eventual retorno no longo prazo, mas enfatizou que, por ora, merece uma pausa.