No Maracanã, onde o Fluminense derrotou o Vasco por 1 a 0 com gol de Lucho Acosta, o lateral-direito Guga apontou problemas além do placar: classificou o campo como em condições críticas e reclamou das dificuldades para atuar em um gramado que, segundo ele, prejudicou a dinâmica da partida. A crítica do jogador acende questionamentos sobre manutenção do estádio em dias de clássicos e decisões importantes.
Guga também desferiu críticas à arbitragem. Sem citar nomes em tom leve, ele disse que o juiz demonstrou comportamento confuso, que se refletiu em atitudes que, na visão do jogador, desrespeitaram atletas em campo. No intervalo, Hulk já havia reclamado de um episódio envolvendo Canobbio; no segundo tempo houve polêmica por um pênalti não assinalado em lance com Serna, avaliado por comentaristas como passível de marcação.
A vitória já projeta o Fluminense para a partida decisiva da Libertadores contra o Platense, na terça-feira. Em coletiva, o técnico Marcão evitou traçar metas no Brasileiro e repetiu a lógica do jogo a jogo, focando na preparação para a sequência continental. Mesmo com a torcida mais tranquila pela vitória, o clube enfrenta agora uma agenda apertada e desgaste físico que pode ser ampliado por um gramado em más condições.
As declarações de Guga devem aumentar a pressão sobre os responsáveis pela manutenção do Maracanã e reabrir o debate sobre segurança e qualidade das praças onde se decidem competições. Em termos práticos, um campo abaixo do padrão pode influenciar desempenho, aumentar risco de lesões e comprometer partidas de maior responsabilidade, como as que o Fluminense terá na Libertadores.