Guilherme Alves, hoje diretor técnico do Atlético-MG, confirmou que tentou fugir da concentração do Grêmio em 17 de agosto de 1998 e sofreu uma queda de muro que o levou ao Hospital Pronto Socorro de Porto Alegre com um corte na nuca.
Contratado pelo Tricolor em 1997, o centroavante teve início promissor — 12 gols em 14 jogos —, mas no ano seguinte a produção caiu e os problemas extracampo ganharam destaque. Depois de ser levado pela Polícia Militar ao HPS, onde recebeu três pontos no corte e vacina antitetânica, a versão inicial de queda em uma escada foi confrontada pelo boletim de ocorrência, que registra sua abordagem a uma viatura na Avenida Carlos Barbosa.
Para um cara de 24 anos, eu ganhava para c*** no Grêmio, ganhava em dólar. Foram três anos na Europa e você não vai muito para a noite... Porto Alegre é bacana. Eu morava sozinho.
O técnico Celso Roth reagiu com firmeza: exigiu o afastamento do jogador ou deixaria o clube. Guilherme foi cortado da partida contra o Vasco na Copa Mercosul e acabou negociado com o time carioca. Apesar do episódio, Roth e Guilherme mais tarde voltariam a trabalhar juntos em outros clubes.
Guilherme atribui parte dos problemas à adaptação após a Europa e às tentações da vida noturna em Porto Alegre. Sobre aquela fase, disse: "Para um cara de 24 anos, eu ganhava para c*** no Grêmio, ganhava em dólar. Foram três anos na Europa e você não vai muito para a noite... Porto Alegre é bacana. Eu morava sozinho." Em 1999 ele iniciou sua trajetória vitoriosa no Atlético, onde se tornou ídolo e, em maio deste ano, assumiu o posto de diretor.