Guilherme Schimidt conquistou o ouro no Grand Slam de Budapeste neste domingo, ao bater o sérvio Boris Rutovic por ippon na final da categoria até 90 kg. Foi a primeira vez que o brasiliense chegou à decisão de um Grand Slam nessa divisão, materializando a reação depois da derrota para o mesmo rival em Astana há meses.

Para chegar ao lugar mais alto do pódio, Schimidt emplacou quatro vitórias no dia: avançou na estreia após desclassificação do adversário norueguês, venceu por ippon o egípcio Abdalla Abdelsamea, superou o moldavo Mihail Latisev e carimbou a vaga na final com um yuko no golden score contra o bielorrusso Yahor Varapayeu. O resultado ganha peso na trajetória do atleta, que deixou a categoria até 81 kg no fim de 2024.

O Brasil fechou o evento com outras duas medalhas: Kaillany Cardoso ficou com a prata nos -70 kg e Sarah Souza levou o bronze nos -57 kg. No quadro de medalhas, a delegação brasileira apareceu em quarto lugar, atrás de Japão, Rússia e Israel; a equipe em Budapeste contou com 17 judocas, entre mais de 500 competidores de cerca de 70 países.

Além do prestígio, o ouro rende 1000 pontos no ranking mundial, elemento-chave para a classificação aos Jogos de Los Angeles-2028. Com o circuito encerrado antes do Mundial, que começa em Baku em 4 de outubro, a vitória de Schimidt aparece como reforço importante — mas a corrida por vagas olímpicas e por consistência internacional segue exigente.