O Arsenal chega à final da Champions League contra o PSG com Viktor Gyökeres como um dos protagonistas da temporada. Contratado em 26 de julho por 73 milhões de euros — cerca de R$ 477 milhões à época —, o atacante sueco desembarcou em Londres como reforço de luxo e promessa de gols para suprir a ausência prolongada de Gabriel Jesus.
A chegada não foi sem ruídos. Gyökeres encerrou uma passagem conturbada no Sporting, onde tinha contrato até 2028, avisou o presidente Frederico Varandas de que queria sair e chegou a não se apresentar para a pré-temporada, episódio que motivou protestos da torcida portuguesa. No Arsenal, recebeu a camisa 14, número histórico do clube, e vinha embalado por campanhas goleadoras em Portugal.
Na prática, a temporada teve momentos altos e quedas de rendimento. Gyökeres disputou 54 partidas pelo Arsenal, começou em 40 delas e marcou 21 gols no total — números expressivos, mas bem abaixo das estatísticas das últimas temporadas no Sporting, quando superou a casa das quatro dezenas de tentos. Fez gols importantes, como os dois na goleada sobre o Leeds e os primeiros ainda na pré-temporada, mas também enfrentou uma série de sete jogos sem balançar as redes e ficou fora do top-5 de artilheiros da Premier League.
A final na Puskás Arena, na Hungria, tem dupla carga simbólica: além da busca pelo maior título de clubes, é um retorno às origens do jogador. Para o Arsenal e para a diretoria, trata-se de uma oportunidade clara de validar um gasto elevado; para Gyökeres, a chance de fechar o primeiro ano na Inglaterra com um troféu que transforme expectativas em legado ou intensifique perguntas sobre custo e adaptabilidade.