Exatamente 20 anos atrás, o clássico no Maracanã decidiu a Copa do Brasil: o Flamengo bateu o Vasco e garantiu o bicampeonato, em uma final que virou referência para o clube. A diretoria promoveu uma mudança no comando técnico às vésperas da decisão — saiu Waldemar Lemos, entrou Ney Franco — e encontrou no período pós-Copa do Mundo a formação que viria a triunfar.

No primeiro jogo da decisão o Flamengo venceu por 2 a 0; no segundo, fechou em 1 a 0 e faturou o título com vantagem no agregado. A conquista foi celebrada como o retorno de um clube que vinha em fase difícil; desde então o Fla ampliou sua coleção e já soma cinco taças da competição, mas também viveu revés recente, eliminado por Vitória na quinta fase da edição de 2026.

Os protagonistas seguiram caminhos variados. O ex-goleiro Diego deixou os gramados em 2017 e hoje é sócio da confeitaria da família em Niterói. Renato Silva migrou para os negócios como empresário de jovens atletas. Fernando, outro zagueiro daquela campanha, virou comentarista e comanda um podcast sobre histórias inspiradoras. O uruguaio Peralta participou de reality culinário e mais tarde assumiu funções como técnico no futebol do Uruguai. Já Ney Franco manteve carreira longe dos grandes holofotes e trabalhou recentemente no futebol da Jordânia, em 2026.

A memória daquele bicampeonato segue viva no Maracanã e nas lembranças da torcida, mas a comparação entre passado e presente é inevitável. Vinte anos depois, o Flamengo busca consistência: homenageia o título histórico enquanto encara temporadas com altos e baixos, e uma escalação que, naquela noite de 2006, se provou capaz de surpreender.