Erling Haaland foi a grande referência da estreia da Noruega na Copa do Mundo de 2026: autor de dois gols e de uma assistência, o centroavante conduziu a seleção a uma vitória tranquila por 4 a 1 sobre o Iraque, nesta terça-feira, no Estádio de Boston. Foi também a volta dos noruegueses ao Mundial após 28 anos, um retorno que ganhou contorno histórico pela atuação do atacante.
Após o jogo, Haaland reconheceu nervosismo por disputar seu primeiro Mundial, disse estar orgulhoso do time e avaliou positivamente a atuação individual — em especial o segundo gol, que considerou ainda mais especial. Com as bolas nas redes nesta partida, o jogador ampliou seu recorde pessoal pela seleção para 57 gols em 51 partidas, um número que aumenta a responsabilidade sobre ele nas fases seguintes.
O ambiente na Noruega tende a ser de festa, como previu o camisa 9, mas a euforia tem limites: a chave do Grupo I reserva confrontos difíceis. Na sequência, a Noruega enfrenta o Senegal, na segunda-feira, às 21h (de Brasília), e depois encara a França, no dia 26, às 16h. Haaland foi enfático ao dizer que os compromissos seguintes exigirão uma equipe mais sólida e uma performance acima do que foi visto contra o Iraque.
Do ponto de vista esportivo, a vitória reforça a importância de Haaland como referência ofensiva, mas não resolve questionamentos sobre consistência coletiva em partidas de alto grau de exigência. O resultado é um bom começo que eleva expectativas e pressiona a seleção a evoluir rapidamente: para sobreviver no grupo, a Noruega precisará traduzir a força do seu principal atacante em solidez diante de rivais de calibre superior.