Erling Haaland foi a peça decisiva na eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo. Autor de gols determinantes na vitória da Noruega, o centroavante confirmou a boa fase que vinha exibindo e conduziu a seleção nórdica à classificação, deixando a Seleção Brasileira fora do torneio.

Na sua primeira participação em Mundiais, Haaland já soma sete gols em quatro partidas. Foram dois tentos em três dos quatro jogos e apenas um contra a Costa do Marfim, totalizando 389 minutos em campo — uma média de um gol a cada 55 minutos. A eficiência do atacante chama atenção pela regularidade e pelo impacto direto nos resultados da Noruega.

O desempenho coloca Haaland em uma lista reduzida de quem atingiu sete gols com rapidez: o recorde pertence ao húngaro Sándor Kocsis, que fez sete gols nos dois primeiros jogos de 1954; logo atrás aparecem Guillermo Stábile (1930) e Gerd Müller (1970), que precisaram de três partidas para a mesma marca. O feito relembra performances históricas e eleva o padrão de comparação para o atacante norueguês.

Além do mérito individual, a sequência de Haaland tem efeito imediato na dinâmica do torneio: fortalece a campanha da Noruega e resulta na queda precoce de um dos favoritos. Para o Brasil, a eliminação representa um ponto de inflexão que impõe perguntas sobre escolhas táticas e execução em jogos de mata‑mata. Para Haaland, a Copa confirma sua condição entre os atacantes mais temidos da atualidade.