A declaração do candidato à presidência do Real Madrid de que teria encaminhado a contratação de Erling Haaland virou tema nos bastidores do futebol europeu, mas recebeu respostas contrárias de quem está diretamente envolvido. Durante a chegada da Noruega aos Estados Unidos para a Copa do Mundo, o técnico Ståle Solbakken preferiu não dar curso ao assunto, afirmando não acompanhar o noticiário e que tem prioridades ligadas ao torneio.

O entorno do atacante também reagiu com rapidez: o pai do jogador e a representante divulgaram nota conjunta negando qualquer acordo. Em paralelo, o Manchester City desmentiu a versão publicamente e indicou que poderia adotar medidas legais diante da afirmação do candidato, que chegou a exibir uma camisa do Real com o nome do norueguês durante a campanha eleitoral.

O episódio expõe um risco claro na instrumentalização de rumores de mercado em campanha eleitoral para clubes: além de poder comprometer a credibilidade do postulante se a história não se sustentar, a postura pode abrir disputa jurídica e criar atrito institucional com outro clube. Para o Real, no curto prazo, a polêmica tende a roubar atenção do debate interno sobre propostas e força a oposição a explicar fontes e provas.

No plano esportivo, Solbakken foi objetivo ao dizer que o suposto movimento não influencia o status de Haaland na seleção. O atacante chega ao Mundial como principal referência da Noruega, vindo de temporada de destaque no Manchester City, onde foi artilheiro do Campeonato Inglês com 27 gols em 35 jogos.