O Haiti tornou-se a primeira seleção eliminada da Copa do Mundo 2026 ao perder por 3 a 0 para o Brasil na segunda rodada do Grupo C. Com o resultado, os caribenhos ficam sem chances de avançar à fase seguinte e chegam a duas participações históricas no torneio, repetindo o desfecho de 1974: eliminação sem pontos na fase de grupos.

Na entrevista pós-jogo, o técnico Sébastien Migné resumiu o que considerou decisivo para o revés: erros e ingenuidade em momentos cruciais. Segundo o treinador, a equipe executou o plano inicialmente, mas falhas pontuais — penalizadas com gols — abriram a vantagem brasileira e tornaram a reação muito difícil. Ele evitou arrependimentos táticos, mas admitiu que os equívocos custaram caro.

Migné também destacou a postura e a entrega dos jogadores, buscando transformar a eliminação precoce em lição. O discurso do treinador misturou frustração — reconheceu a superioridade do adversário — e apelo à resiliência nacional, lembrando que a presença na Copa, após 52 anos, tem peso simbólico. O primeiro-ministro do Haiti chegou a cumprimentar a delegação, segundo a comissão técnica.

Com a vaga fora de alcance, o foco caribenho passa a ser a honra no último jogo do grupo, contra o Marrocos. Para o Brasil, a sequência é contra a Escócia. Do ponto de vista esportivo e institucional, a eliminação expõe a distância técnica entre seleções emergentes e elites do futebol, e reforça a necessidade de investimento estruturado para que experiências como esta gerem desenvolvimento real, não apenas participação simbólica.