George Russell conquistou a pole position do GP de Barcelona-Catalunha, mas a diferença para Lewis Hamilton foi mínima: 0,064 segundos. O segundo lugar da Ferrari representou a melhor colocação do heptacampeão no grid com a equipe italiana até agora e rendeu elogios do seu antigo chefe, Toto Wolff, que reconheceu a retomada de desempenho do britânico.

Hamilton, piloto da Mercedes entre 2013 e 2024, mudou-se para a Ferrari no ano passado e vive melhora em 2026: já soma três pódios com a escuderia. O segundo lugar em Mônaco permanece como seu melhor resultado recente e permitiu ao britânico igualar Ayrton Senna com oito pódios em Monte Carlo. Ainda assim, o último triunfo pessoal data do GP da Bélgica de 2024; a Ferrari não sobe ao lugar mais alto desde o GP do México de 2024, com Carlos Sainz.

No Mundial, o heptacampeão aparece agora como vice-líder, 66 pontos atrás do jovem Andrea Kimi Antonelli — que, curiosamente, partirá em terceiro em Barcelona, fora da primeira fila pela primeira vez em 2026. Wolff lembrou que a corrida provavelmente será decidida pela degradação dos pneus e que a largada será determinante: se Hamilton ganhar posições no começo, será difícil para os rivais acompanharem seu ritmo.

Do ponto de vista tático, a reprise de forma de Hamilton complica a narrativa da Mercedes: além de dividir a primeira fila com Russell, ele força a equipe alemã a rever resposta imediata na estratégia de corrida. Para a Ferrari, a chance de encerrar um jejum de quase dois anos adiciona pressão por desempenho — e transforma a corrida em Barcelona em teste direto de consistência e gestão de pneus.