Lewis Hamilton quebrou um jejum que durou 686 dias e voltou a vencer na Fórmula 1 ao triunfar no GP de Barcelona. Visivelmente emocionado, o heptacampeão agradeceu aos profissionais da Ferrari, à família e aos torcedores, dizendo que o apoio o ajudou a “lembrar quem é”. O resultado tem sabor especial: é a primeira vitória pela Ferrari em 31 corridas e a 106.ª da sua carreira.

Na largada Hamilton saiu em segundo e não conseguiu superar George Russell. A Ferrari, porém, optou por uma estratégia alternativa de três paradas enquanto muitos rivais seguiram para um plano de duas. A leitura de pista e o ritmo do carro permitiram que Hamilton se mantivesse competitivo. Na volta 40, um problema na bateria do carro de Fernando Alonso levou ao acionamento do safety car virtual; a parada subsequente, com perda de tempo reduzida, devolveu Hamilton à liderança.

Com pneus novos após a última parada, o britânico impôs ritmo forte e abriu vantagem sobre a Mercedes de Russell, terminando com 19 segundos de frente. Além do triunfo, a corrida trouxe efeitos imediatos na tabela: Hamilton soma agora 115 pontos, contra 156 do líder Kimi Antonelli, cuja sequência de vitórias foi interrompida e que ainda teve um abandono no fim da prova. O resultado oferece fôlego ao piloto e à Ferrari e expõe a vulnerabilidade que pode ser explorada nas próximas etapas.

Mais do que uma vitória, o domingo em Barcelona representa um ponto de inflexão emocional e esportivo para Hamilton e Maranello. Ainda que o campeonato continue favorável a Antonelli, o heptacampeão reaparece como força a ser considerada, e a Ferrari ganha um impulso necessário para as próximas corridas — desde que consiga transformar a boa corrida em consistência.