Aos 2 minutos do segundo tempo de Austrália x Egito, pela segunda fase da Copa do Mundo, Mohamed Hany sofreu um choque de cabeça com um adversário e caiu desacordado na área. A reação imediata dos colegas e da comissão médica foi ostensiva: eles pediram atendimento urgente e o jogo foi interrompido para assistência.
Hany recebeu atendimento no gramado, recobrou a consciência em poucos segundos e pôde ser retirado de campo andando. Após avaliação, o lateral retornou à partida, numa decisão tomada pela equipe médica e pela comissão técnica do Egito. O susto, porém, permaneceu como o principal episódio do reinício do jogo.
Sete minutos depois do choque inicial, aos 10 do segundo tempo, a Austrália empatou a partida numa cobrança de falta que resultou em gol contra de Mohamed Hany. No lance que originou a cobrança, a Austrália vinha pelo lado direito e levantou a bola na área em movimentação que envolveu Souttar e Metcalfe; o desfecho acabou beneficiando a seleção australiana.
O episódio acabou marcando a dinâmica do confronto: além do impacto físico imediato sobre o jogador, o próprio desfecho do lance contribuiu para a alteração do placar e para a pressão sobre a linha defensiva do Egito. Em partidas de mata-mata, momentos como esse — entre preocupação médica e decisão tática — tendem a ter repercussão além dos minutos em campo.