Na madrugada deste domingo (1h, horário de Brasília), Hervé Renard faz sua estreia no comando da seleção da Tunísia contra o Japão, em Monterrey, pela segunda rodada do Grupo F. O técnico francês, de 57 anos, soma agora três participações em Copas em quatro anos e retorna a um torneio com a missão clara: recuperar uma equipe abalada pela estreia.
A necessidade de recuperação tem motivo. A federação tunisiana demitiu Sabri Lamouchi após a derrota por 5 a 1 para a Suécia na primeira rodada, e Renard desembarcou com poucos dias para tentar dar outra cara ao time. Conhecido por chegar bem em Mundiais — mesmo com resultados irregulares —, o treinador terá de acelerar a implementação de mudanças táticas e psicológicas.
Renard traz no currículo episódios que o tornaram figura recorrente em Copas: Marrocos em 2018, a Arábia Saudita que surpreendeu a Argentina com uma vitória por 2 a 1 em 2022, e a passagem pela seleção feminina da França em 2023, quando também enfrentou estrelas de alto calibre. A experiência em seleções africanas e títulos continentais explica a aposta tunisiana, mas não elimina o risco do curto prazo.
No papel, a Tunísia precisa de uma resposta imediata para manter vivas as chances de classificação. Renard tem argumentado que empates e surpresas recentes de equipes africanas são estímulo para não temer adversários maiores. Na prática, o resultado em Monterrey será determinante para a continuidade da confiança no técnico e para a avaliação da direção da federação sobre a condução do ciclo.