A Federação Tunisiana anunciou na madrugada desta terça-feira que Hervé Renard será o novo técnico da seleção pelo restante da Copa do Mundo. A troca ocorre horas depois da goleada de 5 a 1 sofrida para a Suécia em Monterrey, que motivou a demissão de Sabri Lamouchi.

Renard, 57 anos, tem experiência em Mundiais — esteve à frente do Marrocos em 2018 e da Arábia Saudita em 2022 — e vinha desempregado desde sua saída dos sauditas, em abril. O acordo com a federação é inicialmente curto: ele assume a equipe no torneio, e negociações sobre continuidade só serão tratadas após o encerramento da participação tunisiana.

A decisão expõe a fragilidade do projeto iniciado por Lamouchi em janeiro: contratado em contrato de dois anos e meio, o treinador deixou a seleção após apenas cinco jogos no cargo (uma vitória, um empate e três derrotas), com 11 gols sofridos e apenas dois marcados. A saída imediata revela custo político e institucional para a federação e aumenta a pressão sobre jogadores e comissão técnica num momento de competição apertada.

A troca é a quarta demissão de técnico ocorrida durante esta edição da Copa do Mundo — uma lista que, segundo a imprensa, inclui também um brasileiro — e sublinha a velocidade com que resultados ruins podem transformar gestão técnica em emergência. Renard chega a Monterrey ainda nesta terça para comandar o primeiro treino; sua missão é clara e curta: estabilizar a equipe, recuperar confiança e tentar evitar que a experiência tunisiana no torneio termine antes do previsto.