Hervé Renard desembarca em poucas horas em Monterrey para assumir o comando da seleção da Tunísia na Copa do Mundo 2026. O francês assinou um contrato de curto prazo válido apenas para os dois jogos restantes da fase de grupos — contra Japão e Holanda — número que, segundo reportagem do site árabe Wimwim, seria de cerca de 200 mil euros no total.
O montante divulgado coloca o técnico na casa de aproximadamente R$ 1,18 milhão pelos dois jogos, ou quase R$ 600 mil por partida. Para uma federação com orçamento limitado e numa competição em que cada ponto é decisivo, a contratação soa como uma aposta cara para obter reação imediata. Em caso de classificação, a entidade diz que negociaria um novo acordo, o que amplia a perspectiva de gasto adicional.
A saída de Sabri Lamouchi ocorreu após a derrota por 5 a 1 para a Suécia na estreia em Monterrey. Lamouchi comandou a Tunísia em cinco partidas: uma vitória, um empate e três derrotas — 11 gols sofridos e apenas dois marcados — e, segundo a mesma reportagem, deve receber cerca de 330 mil dinares tunisianos (aproximadamente R$ 575 mil) a título de rescisão.
Renard, de 57 anos, vem com currículo valorizado no futebol árabe: sua última passagem na Arábia Saudita o colocava entre os técnicos mais bem pagos da região, com salário anual estimado em cinco milhões de euros. A federação tunisiana, portanto, recorre a experiência de um técnico caro e conhecido para tentar evitar a eliminação precoce — medida que, se fracassar, tende a ampliar críticas sobre planejamento e custo das decisões tomadas em caráter emergencial.