Chegou do futebol de El Salvador para virar referência no basquete do Distrito Federal. Hillary Fabiola Martinez Argueta, armadora de 1,75m, é o motor ofensivo do Cerrado na atual temporada da Liga de Basquete Feminino. Em cinco jogos da equipe, que soma quatro vitórias, ela participou de todas as partidas e foi cestinha em três, totalizando 60 pontos — 22 contra o Sport, 17 diante do Salvador e 21 frente ao Santo André.

O rendimento de Argueta chama atenção além do scoring: ela lidera a LBF no índice de eficiência, com média de 26,2, indicador que mede a contribuição real de um atleta, somando atributos positivos e negativos. O desempenho dá ao Cerrado uma referência técnica na armação e cria uma dependência tática: manter o nível da salvadorenha é fator determinante para a sequência da campanha.

A adaptação fora das quadras também avança. Argueta aprendeu português aos poucos e, segundo relatos à imprensa, o ambiente no vestiário e o trabalho do técnico Ronaldo Pacheco foram decisivos para a integração. Ela credita ao seu agente, Mariano Pastore, a oportunidade no clube brasiliense — uma movimentação que se pagou em quadra e pode se confirmar no compromisso deste sábado (11/4), contra o Sodiê Mesquita, na Arena Sodiê, em Mesquita (RJ).

Do outro lado, o Sodiê vive momento oposto: com sete partidas disputadas, tem dois triunfos e cinco derrotas, aproveitamento de 28,6%, e ocupa posição imediatamente abaixo do Cerrado na tabela. O confronto prevê transmissão pela Live Basketball BR no YouTube, às 17h30. Para o time do Distrito Federal, a manutenção da produção de Argueta não é apenas vantagem técnica: é condição para evitar surpresas em uma partida fora de casa e seguir consolidando a campanha na LBF.