Depois de conquistar mais um título — a final da Copa da Alemanha decidida no sábado — com três gols de Harry Kane, o presidente de honra do Bayern de Munique, Uli Hoeness, foi taxativo: o inglês é inegociável. A declaração vem em meio a especulações vindas da imprensa espanhola de que o Barcelona vê Kane como opção para repor a saída de Robert Lewandowski.

O Bayern deixa claro que não há margem para negociação. Kane tem contrato até 2027 e voltou a ser apontado ao lado de outros nomes cotados pelo mercado, como João Pedro e Julián Álvarez, mas os recursos apresentados pelo Barcelona — em torno de 100 milhões de euros (cerca de R$ 583 milhões) segundo a imprensa — não bastam para abalar a posição do clube alemão.

Espero não vê-lo (Mourinho). Ele pode ficar de olho no Olise, mas não vai conseguir contratá-lo.

Os rumores em torno de outras peças do elenco também foram rebatidos. A presença de José Mourinho na final alimentou especulações sobre um interesse do Real Madrid em Kamaldeen Olise, mas Hoeness descartou qualquer possibilidade concreta de saída: “Espero não vê-lo (Mourinho). Ele pode ficar de olho no Olise, mas não vai conseguir contratá-lo.” Olise vive temporada expressiva (21 gols e 26 assistências em 52 jogos) e está vínculo com o Bayern até 2029.

O recado de Hoeness tem efeito prático no mercado: além de proteger nomes-chave do elenco, o clube reforça sua condição de negociador confortável — capaz de recusar ofertas e elevar o preço em eventuais negociações futuras. Para o Barcelona, a limitação orçamentária aponta para a necessidade de buscar alternativas mais viáveis ou rever sua estratégia de reposição de atacantes.