Hong Myung-bo deixou a Coreia do Sul na última quinta-feira e retornou aos Estados Unidos após a campanha frustrante da seleção na Copa do Mundo. A equipe foi eliminada na fase de grupos, com apenas uma vitória em três partidas, resultados abaixo do esperado que geraram forte desapontamento entre torcedores e dirigentes locais.

A recepção ao técnico no aeroporto de Incheon foi hostil: grupos de torcedores se reuniram para protestar, acompanhado de vaias e xingamentos que deixaram claro o clima de insatisfação com o desempenho da equipe. Dois dias depois de ter desembarcado no país já fora do cargo, Hong embarcou de volta em direção a Los Angeles, em um cenário de desgaste pessoal e institucional.

A reação política não demorou. O presidente Lee Jae-Myung criticou publicamente o resultado e questionou a escolha de comando técnico, anunciando que pedirá ao Ministério do Esporte uma apuração sobre os motivos do fracasso. Lee também ressaltou que os investimentos públicos na participação no Mundial tornam necessária uma avaliação detalhada das causas e medidas para evitar repetição.

O episódio expõe um nó entre esporte e política: além do custo reputacional para o futebol sul-coreano, a cobrança presidencial e a mobilização de torcedores colocam pressão sobre federação e ministério. Hong afirmou que terá observações a fazer em momento oportuno, mas, por ora, resta à categoria e ao poder público uma agenda de respostas sobre planejamento, seleção e accountability.