O técnico do Egito, Hossam Hassan, classificou como uma “injustiça” a atuação da arbitragem na derrota por 3 a 2 para a Argentina, que eliminou a seleção africana das oitavas de final da Copa do Mundo. O Egito abriu 2 a 0, com gols de Yasser Ibrahim e Zico, mas viu a Argentina reagir no segundo tempo com Cuti Romero, Messi e Enzo Fernández, depois de um pênalti perdido por Messi no início do jogo.
Durante a discussão com o árbitro francês François Letexier, Hassan expressou que se sentiu prejudicado por decisões que, na sua avaliação, favoreceram a virada adversária. O treinador recebeu cartão amarelo aos 53 minutos e fez um gesto em forma de X enquanto falava com o juiz — movimento que foi interpretado por parte da delegação como possível referência ao protocolo da Fifa para denunciar racismo. Na entrevista coletiva, contudo, Hassan não detalhou o significado do gesto.
A partida foi marcada por reclamações egípcias sobre lances anulados, incluindo uma decisão que retirou um gol do atacante Zico, e pela sensação de injustiça entre jogadores e comissão técnica. As controvérsias alimentaram crítica imediata nas redes e entre torcedores, que questionaram a consistência da arbitragem em momentos decisivos do confronto.
Apesar das queixas públicas do treinador, a Federação de Futebol do Egito confirmou que Hossam Hassan permanecerá no comando da seleção e afirmou que há um projeto em desenvolvimento para o futebol nacional. A delegação egípcia tem chegada prevista ao Cairo na próxima quinta‑feira.