Hulk disse estar em fim de ciclo no Atlético-MG e, em entrevista após vitória do time, abriu a possibilidade de deixar o clube já no meio do ano. O camisa 7 tem contrato até 31 de dezembro de 2026, mas a declaração reacendeu as fraturas públicas sobre o projeto esportivo apresentado pela diretoria — um ponto de discórdia com um dos proprietários, Rafael Menin.
Além da insatisfação com o rumo do clube, há questões contratuais que complicam qualquer movimento imediato. Se entrar em campo contra o Flamengo, Hulk alcançará 13 jogos na Série A, o que o impediria de vestir outra camisa da elite nacional nesta temporada. Seu vínculo prevê ainda uma cláusula de produtividade — meta de participação em metade das partidas de 2026 — cujo cumprimento ativaria renovação automática para 2027. Fontes indicam que o jogador deve optar por não acionar essa extensão.
O atacante também mencionou pendências financeiras ligadas ao fechamento de 2025, que normalmente são quitadas entre janeiro e fevereiro e ainda não foram regularizadas, segundo apuração. O clube, por sua vez, tem a palavra final sobre uma eventual liberação antecipada: pode autorizar a saída ou manter Hulk até o encerramento do contrato. A decisão passa por cálculo esportivo, comercial e de gestão de imagem.
A saída de Hulk significaria mais que um buraco técnico: retiraria do elenco um líder com forte identificação junto à torcida — 310 jogos, 140 gols e oito títulos — e imporia à diretoria a escolha entre pacificar o vestiário e prevenir desgaste político. Trata‑se, por ora, de um retrato do momento, que coloca o Atlético diante de uma decisão estratégica com consequências imediatas dentro e fora de campo.