O primeiro tempo do clássico entre Fluminense e Vasco, no Maracanã, foi marcado por intensidade e atritos: chegadas duras, confusões entre jogadores e um total de cinco cartões para linha — dois no Vasco e três no Fluminense — antes do intervalo.
A atuação do árbitro Davi Lacerda foi amplamente contestada pelo lado tricolor. Hulk se posicionou com veemência, afirmando que um jogo desse porte exige um juiz com personalidade e que houve postura inadequada em lances como a chamada 'peitada' em Canobbio, que gerou indignação entre os jogadores.
Parte da reclamação do Flu se concentra na não aplicação do segundo amarelo em jogadas envolvendo Paulo Henrique e Gómez. O árbitro entendeu que os contatos não justificavam a repetição do cartão, e o VAR não recomendou revisão, o que reforçou a percepção de inconsistência no critério disciplinar.
Dentro de campo o primeiro tempo terminou 0 a 0, com o Vasco criando mais oportunidades e mostrando melhor organização ofensiva. Fora dele, as queixas tricolores lançam sombra sobre a condução da partida e sobre a uniformidade das decisões do trio de arbitragem e do VAR.
O episódio tende a reacender o debate sobre critérios e padronização em clássicos: além do questionamento imediato dos treinadores e atletas, fica a pressão por explicações técnicas do quadro de arbitragem e pela clareza do uso do VAR em lances de impacto.