O atacante Hulk protagonizou um episódio de tensão com um torcedor do Fluminense no Maracanã após ser vaiado ao ser substituído no início do segundo tempo da 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time ainda vencia por 1 a 0 quando o camisa 7 deixou o gramado; depois, o Tricolor reagiu e venceu o Internacional por 2 a 1.
Não foi um caso isolado: todos os quatro atacantes que iniciaram a partida — Hulk, Savarino, Canobbio e Ganso — ouviram reclamações ao serem substituídos. Hulk teve participação negativa em lances decisivos, perdendo disputas de bola, inclusive uma que antecedeu o gol colorado, e voltou a conviver com vaias que já ocorreram em partidas anteriores desde sua chegada ao clube.
Contratado como referência do ataque, com apresentação especial e ações de marketing que acompanharam sua chegada, o atacante tem números razoáveis — 21 jogos, sete gols e seis assistências — mas um rendimento irregular. As vaias e o episódio no Maracanã colocam em evidência uma tensão entre expectativa externa e desempenho dentro de campo, com custo reputacional ao projeto que o clube vendeu ao torcedor.
A vitória traz um alívio imediato na corrida por uma vaga na Libertadores de 2027, mas o episódio destaca um problema prático para a reta final da temporada: a necessidade de respostas consistentes do jogador em campo e de gestão do ambiente pelo clube. Torcedor insatisfeito, desgaste público e oscilações de rendimento são sinais que o Fluminense terá de administrar sem subestimar impacto esportivo e comercial.