Hulk voltou a ser alvo de vaias da torcida do Fluminense no empate por 0 a 0 contra o Independiente Rivadavia pela Libertadores, no Maracanã. Após a partida, o atacante rejeitou que as cobranças tenham minado sua confiança e disse estar focado em manter dedicação e concentração para superar o jejum de resultados.

Em sete partidas com a camisa tricolor, o camisa 7 soma apenas duas participações diretas em gols (um gol contra o Grêmio e uma assistência diante do Vasco). O retrospecto do clube acende preocupação: o último triunfo foi no fim de maio, contra o Deportivo La Guaira, e desde então viraram sete empates e uma derrota — estatística que pressiona comissão técnica e atletas.

O técnico Fernando Diniz Zubeldía, citado por jogadores como empenhado em buscar soluções, encara a necessidade de ajustes táticos e de repertório ofensivo. O Fluminense terá pouco tempo para resposta: no sábado enfrenta o Palmeiras pelo Brasileirão e, na terça seguinte, viaja à Argentina para o jogo de volta das oitavas da Libertadores. A ausência de vitórias amplia o custo político e esportivo de novas falhas.

Além do peso do nome, Hulk destacou que não há espaço para desistência: admitiu a dificuldade de encontrar leveza em campo e ressaltou que trabalho e confiança são as saídas. Para o clube, a cobrança da torcida e a escassez de resultados exigem respostas rápidas, sob risco de comprometer campanhas nacional e continental.