Os primeiros jogos de Hulk com a camisa do Fluminense têm sido marcados por mais ruído do que brilho. Titular contra o Bahia em função da suspensão de John Kennedy, o atacante teve atuação discreta, errou finalizações e desperdiçou uma chance clara criada por Canobbio, o que motivou vaias da torcida no Maracanã.

Aos 30 minutos do segundo tempo Zubeldía substituiu Hulk por Germán Cano e o camisa 7 deixou o gramado sob protestos dos torcedores. Na coletiva, o treinador pediu calma e enfatizou que qualquer jogador, independentemente do nome, precisa de tempo para se ajustar às características do elenco e ao sistema tático.

O técnico não escondeu a expectativa de resultados imediatos, mas defendeu um período de adaptação e avaliou que Hulk teve acertos e falhas na partida — avaliação que busca equilibrar pressão externa e necessidade de eficiência dentro de campo. O recado, contudo, não elimina a cobrança da arquibancada.

A situação do atacante é agravada pela volta de John Kennedy, artilheiro do time no ano, que fica à disposição para o duelo contra o Vasco, pela Copa do Brasil. Além de Kennedy, Castillo, recuperado de incômodo, e Cano também brigam por minutos e complicam a corrida por uma vaga fixa no ataque.

No total, Hulk atuou em dois amistosos e três partidas oficiais pelo clube, com dois gols marcados de pênalti. Mais do que números, a leitura do momento aponta: a chegada acelerada do reforço não o isenta da necessidade de convencer treinador e torcedor. O período de adaptação exigido por Zubeldía terá de ser rápido — e produtivo — para reduzir a cobrança.