Convocado por Carlo Ancelotti para a preparação da Seleção rumo à Copa do Mundo de 2026, Ibañez surge como uma das caras novas na reta final do ciclo. Aos 27 anos e em atividade no Al-Ahli, o zagueiro chega com a missão de transformar o prestígio conquistado na Europa em argumento para ganhar espaço entre os titulares.
O auge da carreira europeia de Ibañez aconteceu na Roma, com José Mourinho. Lá, tornou-se peça-chave da linha de três zagueiros, formando dupla com Smalling e Mancini, e teve papel importante na campanha que resultou no título da Conference League — a primeira conquista continental da Roma em mais de seis décadas — além da participação na final da Liga Europa na temporada seguinte.
A transferência para o futebol saudita, em 2023, colocou o jogador em um dilema público: Ibañez admitiu temer perder visibilidade e, com isso, o holofote que garante convocações. A reação de Mourinho — com mensagem de despedida nas redes sociais — reforçou o reconhecimento do defensor, mas não eliminou o desafio de provar que atuar fora da Europa não diminui seu valor à seleção brasileira.
Para Ancelotti, a chamada de Ibañez é um aceno à experiência e à solidez defensiva construída no período europeu. Politicamente, dentro do grupo, a convocação força uma reavaliação da disputa por vagas na zaga e reforça a tese de que desempenho e perfil tático ainda pesam mais que a liga onde o atleta atua. Resta ao zagueiro converter essa oportunidade em titularidade e neutralizar a preocupação sobre adaptação e visibilidade na véspera do Mundial.