Zlatan Ibrahimovic foi duro com Leandro Paredes ao comentar a confusão que se seguiu à final da Copa do Mundo: o sueco classificou a atitude do volante argentino como agressiva e afirmou que, se estivesse em campo, reagiria com força. Ibra também criticou a postura dos jogadores espanhóis, que, na visão dele, não se mobilizaram para proteger os companheiros Gavi e Eric García.

A confusão teve início quando Nahuel Molina deu um encontrão em Rodri, que havia corrido ao círculo central para comemorar. A reação de Rodri levou Borja Iglesias e Eric García a cobrar explicações; a situação escalou quando Molina saiu, Paredes se aproximou e empurrou Eric García. Gavi, que estava no banco, acabou entrando na briga e foi derrubado por Paredes e por Thiago Almada. Em vídeos, é possível ver Paredes segurando o pescoço de Gavi e tentando desequilibrá‑lo.

A cena só foi contida após a intervenção de outros jogadores espanhóis e de membros da comissão técnica da Argentina, entre eles Walter Samuel. Comentários como o de Ibrahimovic alimentam o debate sobre limites de comportamento em decisões de alto risco: além de manchar a imagem de uma final, episódios assim aumentam a pressão sobre as entidades disciplinares e abrem discussão sobre a responsabilidade dos atletas em proteger colegas e conter conflitos.

O episódio dominou a cobertura pós‑partida e ganhou críticas de comentaristas. Mais do que a provocação por si, a percepção de passividade por parte dos que deveriam defender o time ficou como memória do jogo, transformando a imagem da festa em algo marcado por tensão e confronto.