A International Football Association Board (Ifab) se reúne de forma extraordinária em Vancouver para votar proposta que permite ao árbitro expulsar jogador que cubra a boca ao ofender um adversário — a chamada 'Lei Vini Jr'. A iniciativa surge do episódio entre Vinícius Júnior e Gianluca Prestianni, que levou a Uefa a suspender o argentino por seis partidas.

A convocação extraordinária foi pressionada pela Fifa durante a semana do seu Congresso, na tentativa de que a mudança possa vigorar já na próxima Copa do Mundo. A Ifab — órgão que define as regras do jogo e no qual a Fifa tem peso relevante — vinha tratando o tema, mas só aprovará em caráter acelerado se houver maioria entre as associações integrantes.

No mesmo encontro, o conselho da Fifa deve debater outra alteração: a anulação de cartões amarelos em dois momentos do Mundial, após a fase de grupos e depois das quartas de final. A proposta responde ao calendário ampliado do torneio de 48 seleções, que acrescenta uma partida à trajetória rumo ao título e eleva o risco de suspensões por acúmulo.

A reforma sobre conduta no campo tende a reforçar instrumentos disciplinares para coibir ofensas, especialmente as de natureza discriminatória. Já a anistia de amarelos provoca debate prático: beneficia times que perdem peças por advertências e reduz o peso do acúmulo, mas pode ser criticada por enfraquecer o efeito dissuasório das punições.

A expectativa é de aprovação das duas propostas, um movimento que combina resposta a um caso emblemático com adaptação do regulamento ao novo formato do Mundial. A pressa em aprovar mudanças antes do torneio, porém, levanta dúvidas sobre o equilíbrio entre urgência e debate técnico aprofundado.