O impedimento semiautomático anulou, aos 45 minutos do segundo tempo, o que poderia ter sido o gol da vitória do Flamengo sobre o São Paulo no Maracanã. O VAR acionou a ferramenta no lance de Samuel Lino e identificou participação irregular de Wallace Yan na jogada. A partida terminou 1 a 1, com gols de Léo Pereira para o Flamengo e Calleri para o São Paulo.

Essa foi a segunda intervenção do novo sistema na noite de domingo: mais cedo, a mesma tecnologia já havia anulado um tento do Bahia contra o Corinthians. A ferramenta estreou na 20ª rodada do Brasileirão e passou a ser decisiva em lances determinantes na mesma rodada em que foi adotada.

Fornecida pela empresa Genius, a solução usa cerca de 30 aparelhos — com gravação em 4K e 100 frames por segundo — para criar uma réplica digital da partida e identificar posições de impedimento. A CBF informa que o uso da tecnologia reduz em 33% o tempo médio de definição dessa infração, segundo dados das ligas que já a adotaram.

A confusão técnica não é descartada: a CBF prevê procedimentos para falhas do sistema (SAOT). Se isso ocorrer, árbitros comunicam treinadores, capitães e público, e a equipe volta a utilizar a linha manual do VAR. Fora do aspecto técnico, o episódio amplia o debate sobre como decisões automatizadas influenciam resultados e o drama das partidas, sobretudo quando anulam gols nos minutos finais.