A CBF anunciou que, a partir da 20ª rodada — início do segundo turno do Brasileirão — os jogos terão o impedimento semiautomático em operação. A ferramenta, conhecida do público desde a Copa do Mundo, chega com ajustes técnicos e operacionais que mudam a dinâmica observada no Mundial.

Ao contrário da estrutura montada para a Copa, em que havia um consórcio de fornecedores e um sensor embutido na bola, a CBF optou por contratar uma única empresa: a Genius. Também não haverá chip na bola nesta versão: a detecção dependerá exclusivamente do rastreamento por câmeras de alta resolução espalhadas pelos estádios.

Segundo a operadora, o sistema do Brasileirão trabalhará com cerca de 30 câmeras por partida, imagens em 4K e cadência maior de frames (100 por segundo), além de processar volumes muito grandes de informação — a empresa diz lidar com bilhões de pontos de dados para criar uma réplica digital do lance. São parâmetros técnicos superiores em alguns aspectos em relação ao que foi usado no Mundial, onde havia 16 câmeras a 50 fps.

O procedimento prático também muda: os assistentes de linha seguirão marcando no campo e a tecnologia servirá, depois do lance, para confirmar ou anular a decisão. A Genius promete entregar a imagem final em segundos; na Copa, a arte costumava aparecer minutos depois nos telões. A consolidação de um único fornecedor e a ausência do chip levantam questões sobre redundância, padronização e percepção de precisão em lances milimétricos — pontos que estarão no radar de clubes, torcedores e árbitros nos primeiros jogos.