Gianni Infantino percorreu quase 22 mil quilômetros, passou mais de 37 horas em aviões e visitou 11 cidades para acompanhar 15 das 36 partidas disputadas nos primeiros 10 dias da Copa do Mundo realizada no Canadá, Estados Unidos e México. O registro mostra a intensidade da agenda do presidente da Fifa em um torneio que terá 104 jogos.

A intenção inicial era estar em ao menos dois jogos por dia, mas compromissos paralelos e a logística entre sedes forçaram ajustes. Quando não viaja no jato, Infantino tem conseguido marcar presença em ao menos uma partida diária; a realidade de três países e quatro fusos torna a tarefa bem diferente do Mundial de 2022, quando esteve em todos os 64 jogos no Catar.

Não somos reis do mundo

Para facilitar os deslocamentos, a Fifa conta com um Boeing 777-300ER disponibilizado por uma patrocinadora — avaliado em até R$ 2 bilhões — adaptado para maior conforto e exclusivo para o presidente e a comitiva quando usado. Em trechos mais curtos, a organização opta por voos comerciais; todos os custos de transporte são custeados pela entidade.

Além das partidas, Infantino registra a rotina nas redes sociais, visita jogadores e participa de eventos locais. Sobre as críticas e polêmicas do torneio, afirmou: "Não somos reis do mundo". A logística impecável garante presença em jogos, mas também evidencia a distância entre dirigentes e torcedores e coloca em debate a imagem e prioridades da Fifa durante um Mundial.