O penúltimo jogo da Copa, em Miami, virou espetáculo: 10 gols e viradas de humor. A Inglaterra venceu a França por 6 a 4 e faturou o terceiro lugar em uma partida que entrou para a história como a disputa por bronze com mais gols já registrada em Mundiais — superior aos nove tentos do confronto entre França e Alemanha em 1958.
Os ingleses trataram o jogo com intensidade: abriram 4 a 0 ainda no primeiro tempo e aproveitaram melhor a proposta de dar minutos a jogadores menos utilizados. O primeiro gol nasceu de um erro no passe francês e da condução de Declan Rice; Ezri Konsa cabeceou após escanteio para ampliar. Marcus Rashford participou de jogadas que originaram gols de Bukayo Saka, que fez dupla importante na partida.
A etapa final trouxe seis gols e um susto para a torcida inglesa, com a França quase conseguindo o empate. Kylian Mbappé marcou duas vezes e isolou-se como maior artilheiro em Copas, chegando a 22 gols — um a mais que Lionel Messi. O argentino ainda terá a final para tentar recuperar o posto, mas o desempenho de Mbappé em três edições já altera narrativas e estatísticas da competição.
Além do caráter festivo comum a disputas de terceiro lugar, o jogo expôs diferenças de atitude: a Inglaterra entregou mais comprometimento coletivo mesmo com time modificado, enquanto a França, com várias alterações, mostrou fragilidades defensivas que permitiram a goleada inicial. Para os ingleses, o resultado serve de alento; para os franceses, fica o sinal de alerta sobre controle e intensidade quando há rodízio de peças.