A poucas horas da final da Copa do Mundo 2026 entre Espanha e Argentina, Andrés Iniesta colocou na balança confiança e realismo. O ex-meia — autor do gol que decidiu a final de 2010 — afirmou que neutralizar Lionel Messi por completo é uma tarefa impraticável e que a prioridade da seleção espanhola deve ser impor seu próprio futebol, criando oportunidades e sendo eficiente quando elas surgirem.
Iniesta não esconde a expectativa pela decisão em Nova Jersey e relembrou a própria experiência de título como combustível emocional, mas relativizou a autoria do gol: para ele, o que importa é que a Espanha volte a erguer a taça. Questionado sobre o receio diante de um adversário com um craque em alta, deixou claro que não há espaço para medo e que a chave será a expressão coletiva do time.
A relação com Messi ganha peso na avaliação: os dois foram companheiros no Barcelona por 14 anos e dividiram títulos importantes — nove Espanhóis, quatro Ligas dos Campeões e três Mundiais de Clubes —, o que dá a Iniesta uma leitura próxima do argentino, hoje protagonista de mais um grande Mundial. Ainda assim, o ex-meio aposta na capacidade espanhola de explorar suas virtudes ofensivas.
Técnico e direto, Iniesta destacou Dani Olmo como um dos nomes que mais se sobressaiu na campanha espanhola e projetou uma final 'dura, difícil e intensa'. Na sua visão, a decisão vai se definir na capacidade de a Espanha impor ritmo e converter chances em gol — mais do que em qualquer tentativa de anular individualmente Messi.