O Internacional anunciou na noite de domingo a demissão do técnico Paulo Pezzolano, um dia após a derrota para o São Paulo pela 28ª rodada do Brasileirão. Com a saída do uruguaio, a gestão do presidente Alessandro Barcellos alcança o 10º treinador desde 2021, reflexo de uma sequência de decisões que traduzem instabilidade no comando técnico.

Contratado em dezembro do ano passado, Pezzolano deixa o clube após pouco mais de nove meses e 46 partidas no comando: 18 vitórias, 12 empates e 16 derrotas, rendimento de 47,8%. O trabalho vinha desgastado pela campanha irregular no Campeonato Brasileiro — o Inter está na 18ª posição — e pela eliminação nas quartas de final da Copa do Brasil diante do Grêmio.

Desde 2021 nenhum treinador conseguiu iniciar e concluir uma temporada inteira no clube. O período registrou passagens longas, como a de Mano Menezes (81 jogos), Roger Machado (74) e Eduardo Coudet (62), e também breves interinos e curtos mandatos, a exemplo de Abel Braga (2 jogos) e Ramon Díaz (13 partidas). O padrão revela dificuldade em construir projeto duradouro e coerente dentro do clube.

Agora a diretoria volta ao mercado em busca de uma opção capaz de obter resposta imediata e evitar o rebaixamento — o Inter tem 28 pontos e volta a jogar no dia 7 de outubro, contra o Corinthians, no Beira-Rio. Além do impacto esportivo, a rotatividade aumenta o custo político sobre a gestão e pressiona por decisões que conciliem resultado a curto prazo e estabilidade futura.

A pressa por um nome que recupere pontos e acalme a torcida terá de conciliar urgência e critério: o tempo para experimentar soluções é curto e a consequência de uma escolha equivocada pode acentuar ainda mais a instabilidade institucional e esportiva do clube.