O empate em 2 a 2 com o Coritiba foi drama e alívio. O Inter teve volume, especialmente pelo lado esquerdo, e chegou com frequência ao ataque, mas deixou expostas lacunas defensivas que quase destruíram a virada. O time abriu mão de disciplina tática quando ampliou o jogo e sofreu o segundo gol em jogada aérea que poderia ter sido evitada.
Na defesa, houve intervenções decisivas em momentos chave: um carrinho evitou um revés ainda no primeiro tempo, mas outras falhas individuais — incluindo posicionamento distante de Lavega em um lance que isolou a marcação — comprometeram a consistência. O segundo gol do Coxa, na reta final, pareceu evitável para o goleiro e escancarou problemas na recomposição.
No ataque, a entrada de Borré mudou o panorama. Isolado, o centroavante soube aproveitar rebotes e desatenções adversárias; seu gol aos 50 minutos coroou insistência e caráter: acreditou em uma jogada fortuita, se aproveitou do desvio e salvou um ponto. Vitinho e outros jogadores pela direita também apareceram na pressão final e geraram o lance do empate.
Individualmente, Rochet evitou um resultado pior com defesas importantes, e a dupla de zaga teve desempenho desigual — um dos zagueiros se mostrou mais firme que o companheiro em momentos críticos. O time criou chances e finalizou com frequência no primeiro tempo, mas a baixa eficácia nos cruzamentos pela esquerda limitou a transformação desse volume em gols.
Taticamente, é possível ver a mão do treinador nas movimentações: o Inter buscou dar ritmo ao meio e abrir o campo, mas a opção por um futebol mais aberto trouxe custo defensivo. O ponto conquistado ameniza a conta imediata, mas evidencia a necessidade de ajustes coletivos para transformar domínio em resultados sem expor a retaguarda.