Neste 16 de agosto o Internacional completa 20 anos da histórica conquista da Libertadores de 2006: um empate por 2 a 2 com o São Paulo, no Beira-Rio, que pintou a América de vermelho pela primeira vez. O título segue como marca maior da era e referência para a torcida, mesmo com o passar das décadas.

Os titulares daquela final seguiram trajetórias muito diferentes. O goleiro da equipe deixou os gramados em 2010, manteve vínculo como treinador de goleiros e ocupou funções na base antes de comandar o time interinamente em 2013; hoje está sem clube e dedica-se a projetos religiosos. Índio, peça da zaga e multicampeão pelo clube, encerrou a carreira em 2014, trabalhou no relacionamento social do Inter e, desligado em 2020, virou produtor de conteúdo nas redes.

Outros zagueiros e defensores também migraram para funções fora do campo: Bolívar se aposentou em 2015 e virou empresário do futebol, cursa educação física e atua como embaixador em projetos esportivos e imobiliários, além de comentarista. Fabiano Eller encerrou a carreira em 2016, teve retorno breve aos gramados em 2019 e hoje trabalha como treinador em iniciativas de formação. O lateral Ceará se aposentou em 2018 e transformou-se em maratonista; em entrevista revelou até ter recusado um convite do exterior para priorizar provas no país.

No meio-campo, Tinga se aposentou em 2015 e migrou para o ambiente empresarial, liderando projetos como a reforma do CT do clube; outro volante do grupo obteve licença de treinador e atua como comentarista. Jorge Wagner montou uma academia e virou empresário após se aposentar em 2017. Edinho iniciou carreira de treinador no sub-20 após a aposentadoria em 2019. O capitão Fernandão, que transitou entre cargos no clube, morreu em 2014 em acidente de helicóptero. Sóbis, autor de gols decisivos na campanha, encerrou os jogos em 2021 e agora foca na família. Vinte anos depois, o impacto daquele título continua vivo, mas as rotas dos protagonistas mostram o futebol como ponto de partida para caminhos diversos.